Casa do Padre Rolim

A antiga residência do padre José da Silva e Oliveira Rolim, em Diamantina, onde funciona o Museu do Diamante, está situada na Rua Direita, na área central, e tem especial significado na estrutura urbana de Diamantina. Seu amplo terreno de fundos, onde se localizava o Córrego do Tijuco, estabelece uma clara continuidade com a quadra, determinando uma faixa horizontal e contínua ao conjunto das edificações. Dessa maneira, compõe uma das mais amplas áreas livres do centro da cidade, oferecendo uma interrupção no aglomerado construtivo, permitindo que se destaque o ritmo escalonado dos telhados e torres das igrejas na paisagem urbana.

Padre Rolim

O padre José da Silva e Oliveira Rolim nasceu no Arraial do Tijuco em 1474. Era filho de José da Silva e Oliveira, sargento-mor das Forças Auxiliares e caixa da Real Extração Diamantina, que tinha fortuna considerável, chegando a possuir diversos bens imóveis, lavras e escravos.

Inteiramente envolvido na Inconfidência, padre Rolim foi preso na Casa dos Contos e depois no Quartel de Infantaria de Vila Rica, tendo sido enviado para Lisboa em 1792, recolhido à Fortaleza de São Julião da Barra e depois ao Mosteiro de São Bento da Saúde.

Em 1804, foi autorizado a regressar ao Brasil, chegando ao Arraial do Tijuco em 1805. Tentou reaver os seus bens haviam sido confiscados, inclusive o prédio que foi vendido e arrematado por José Soares Pereira da Silva. Apesar de não ter readquirido a casa, foi indenizado. Faleceu em 1835 e foi sepultado na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Diamantina.