Instituto Brasileiro de Museus

Museu do Diamante

MD participa da #MuseumWeek2021

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publicado: 11/06/2021 20h43, última modificação: 23/08/2021 23h25

O evento virtual #MuseumWeek2021 reúne uma rede de relacionamentos de mais de 6.000 instituições culturais no mundo todo em torno da fórmula “7 dias, 7 temas, 7 hashtags”.

DIA 07/06 – #ERAUMAVEZMW

Foto: Acervo do Museu do Diamante.

Era uma vez uma princesa que, enfeitiçada por uma maléfica bruxa, espetou o dedo no fuso de uma roca de fiar e caiu num sono profundo…

Os Museus também são lugares para contar e ouvir histórias, para dar asas à imaginação e para sonhar… No primeiro dia da Museum Week 2021, o MD traz pra você a Roca de Fiar. Além de ser um objeto relacionado ao universo dos contos de fadas e à história infantil da Bela Adormecida, a Roca é um utensílio utilizado para fiar manualmente a lã, o linho e o algodão.

Nas Minas coloniais, a roca foi um instrumento básico na economia doméstica, considerando-se um período de tempo e um território onde a oferta de produtos como tecidos e vestimentas era escassa. Nos tempos atuais, com o advento da industrialização e da moda “prêt-à-porter” (pronta para vestir), utensílios como a roca de fiar quase não são mais utilizados.

O exemplar do Museu do Diamante é confeccionado em jacarandá e data do século XIX. Solte a imaginação e venha tecer histórias com a gente!

DIA 08/06 – #NOSBASTIDORESMW

Muitas coisas acontecem nos bastidores de um museu. Por exemplo, os objetos que não se encontram em exposição são guardados, higienizados, restaurados…

A Exposição Por Trás do Exposto, que ocorreu em outubro de 2019, procurou mostrar ao visitante as práticas que integram o dia a dia das instituições museológicas, mas que não são vistas normalmente pelo visitante: conservação preventiva do acervo, restaurações, organização das reservas técnicas, entre outros. A mostra contou com imagens que retratam a vivência profissional da equipe do Centro de Conservação e Restauração (CECOR) da Escola de Belas Artes da UFMG junto ao Museu do Diamante, e também exibiu objetos um tanto inusitados do acervo da instituição, que se encontram em sua reserva técnica: couro de jacaré, vértebra de mastodonte, casca de ovo de ema e diversos espécimes da coleção de História Natural.

DIA 09/06 – #PELOSOLHOSDASCRIAÇASMW

O Setor Educativo do MD promove constantemente oficinas artísticas com diversas temáticas para o público infantil. Nestas oficinas, são realizados recortes temáticos sobre aspectos significativos do acervo e da história do Museu, e os participantes são instigados a observar estes aspectos de forma mais cuidadosa, diferente do que é feito numa visita mediada tradicional à exposição de longa duração. Em seguida, as crianças realizam trabalhos de expressão artística, explorando o uso da criatividade e a apropriação efetiva dos conteúdos apreendidos durante a visita.

As oficinas do MD voltadas para o público infantil ocorrem geralmente em parceria com a rede escolar de Diamantina, envolvendo professores e alunos no processo da educação museal e fortalecendo o diálogo com a sociedade local. No período de fechamento do MD devido à pandemia de Covid-19, o Setor Educativo vem promovendo ações educativas, jogos e brincadeiras por meio das plataformas virtuais.

DIA 10/06 – #EURECAMW

Foto: Acervo do Museu do Diamante.

Hoje o Museum Week traz a #Eureca, que remete às descobertas, técnicas e invenções presentes na arte, na ciência e na história. O MD traz em seu acervo diversos objetos que remetem a tecnologias utilizadas durante o período colonial mineiro e que, embora hoje nos pareçam obsoletas, faziam uma grande diferença no cotidiano das pessoas durante aquela época.

Uma curiosa invenção presente em nosso acervo são os ferros italianos, popularmente chamados de “tiotês” (do francês tuyauter), utilizados para passar e plissar tecidos, deixando-os em forma de ziguezague. Com formato semelhante a uma tesoura, com duas hastes de metal, estes ferros eram aquecidos e aplicados sobre colarinhos e rendas. Estão associados aos hábitos e modismos das camadas sociais mais abastadas, que usavam vestimentas plissadas e engomadas (a goma que se usava nas roupas era geralmente feita a partir do amido e possuía um alto custo).

A tradição oral atribui ainda a este objeto uma técnica rudimentar de se produzir cachos nos cabelos: os “tiotês” seriam, assim, os antepassados do famoso babyliss, objeto hoje indispensável nos salões de beleza e na indústria da moda. Assim, podemos perceber como as invenções são adaptadas e transformadas através dos séculos, com a ajuda da criatividade popular!

DIA 11/06 – #LEGENDEISTOMW

Foto: Flávio Silva.

Você saberia dizer que pedrinhas são estas?

Elas são muito importantes para se compreender o processo de formação dos diamantes e a mineração: Os diamantes se formam em camadas internas da crosta terrestre, a cerca de 150 quilômetros da superfície, em regiões onde a temperatura e pressão são extremamente elevadas. Com o tempo (milhares de anos), o calor e a pressão comprimem o carbono ali presente, reorganizando suas moléculas. O novo “encaixe” dessas moléculas dá à nova substância características completamente diferentes dos outros compostos, como a extrema rigidez, resistência e a transparência. Essa nova estrutura de carbono é o diamante, que chega à superfície por meio do movimento do magma no interior da Terra, e então ocorre seu resfriamento.

Nesse processo de chegada do diamante à superfície terrestre, entretanto, ele vem acompanhado de outros minerais associados a ele. Estes minerais que acompanham os diamantes, e que são indicativos dos depósitos diamantíferos, são conhecidos como “satélites”, por orbitarem em torno do diamante.

Portanto, se você encontrar uma quantidade expressiva de pedrinhas como estas por aí, fique atento: você pode estar próximo de um diamante! No entanto, para conhecer mais sobre a história dos diamantes e sua exploração no Arraial do Tijuco, você pode também acompanhar as redes sociais do Museu do Diamante e nos fazer uma visita assim que o Museu reabrir!

DIA 12/06 – #ARTEEMTODAPARTEMW

Embora seja um Museu de tipologia histórica, a arte está presente em toda parte no MD, desde a imaginária Barroca e Rococó, o mobiliário de diversos estilos, os detalhes arquitetônicos e dos utensílios domésticos presentes no acervo.

Além disso, o MD também promove a arte e os artistas de Diamantina e região por meio das cessões de espaço para apresentações artísticas de diversas linguagens e para exposições de curta duração. O MD está aberto a todas as formas de arte, procurando valorizar e acolher as expressões artísticas e a diversidade cultural presentes em Diamantina e no Vale do Jequitinhonha!

Nas imagens, exposições e performances dos artistas visuais Elisa Grossi e Marcelo Brant no MD, e as apresentações teatrais “Olhos d’água” e “A menina que não queria ser princesa”, do Laboratório de Montagem Cênica da UFVJM.

DIA 13/06 – #PALAVRASPROFUTUROMW

A pandemia de covid-19 provocou grandes impactos e transformações em nossa forma de enxergar o mundo, e os museus, claro, não escaparam a estas transformações. Sabendo que é preciso transformar o presente e olhar para o futuro, o MD agradece a todos os visitantes que vêm acompanhando nossas ações virtuais e interagindo com a gente nesse momento tão desafiador. Que a união, a esperança e o cuidado possam atravessar as fronteiras e paredes de nossas casas, e que nosso abraço afetuoso chegue a cada um de vocês!

O Evento virtual foi maravilhoso, museus compartilhando e interagindo durante os 7 dias da #MuseumWeek! Vamos torcer e agir, todos juntos, todas juntas, para que nosso futuro seja cheio de saúde, criatividade, arte, museus e alegrias. Até a próxima! (mensagem do @MuseumWeek)