Instituto Brasileiro de Museus

Museu do Diamante

Saiba mais sobre o MD

A equipe do Setor Educativo e Museológico do Museu do Diamante/Ibram preparou vários posts com imagens e informações sobre o acervo, memórias e curiosidades. Fique ligado! ACERVO Este anjo sapeca, procedente de Caeté-MG, é uma entre tantas peças de nosso acervo que remete à arte religiosa das Minas setecentistas. Trata-se de um anjo de retábulo, […]

publicado: 22/02/2021 14h23, última modificação: 31/05/2021 10h05

A equipe do Setor Educativo e Museológico do Museu do Diamante/Ibram preparou vários posts com imagens e informações sobre o acervo, memórias e curiosidades. Fique ligado!

ACERVO

Anjo de retábulo

Este anjo sapeca, procedente de Caeté-MG, é uma entre tantas peças de nosso acervo que remete à arte religiosa das Minas setecentistas. Trata-se de um anjo de retábulo, confeccionado em madeira (cedro) entalhada e policromada. É um objeto de manufatura erudita, datável de meados do século XVIII, em estilo barroco. A talha do anjo pode ser atribuída ao escultor Francisco Vieira Servas (1720-1811), que pertencia à Ordem terceira do Carmo de Vila Rica e à irmandade de São Miguel das Almas de Caeté. Estas são algumas das características de seu trabalho: “na escultura ocorrem arrebites no panejamento, anjinho com nariz pontudo e perfil de boca com lábio superior proeminente, cabeleiras esvoaçantes. Os retábulos apresentam decorativismo ornamental e uso de arbaleta (sanefa curva).” 

Chama a atenção a expressão do rosto deste anjinho, que apresenta uma face redonda, sobrancelhas arqueadas, olhos amendoados e fundos, nariz pequeno e arrebitado, bochechas proeminentes e rosadas, boca entreaberta e lábios carnudos. A postura corporal também é bastante curiosa, com o pescoço comprido, a barriga proeminente e a perna esquerda roliça e flexionada. O braço direito está flexionado, tendo a mão posicionada na altura da cintura, com dedos longilíneos.  

Saiba mais sobre nosso acervo em: https://tainacan.org/blog/casos-de-uso/museu-do-diamante/

Fontes: – CAMPOS, Adalgisa Arantes. Cultura Barroca e Manifestações do Rococó em Minas Gerais. Ed. Fundação de Arte Ouro Preto, MG, 1998. Pág. 28. – Inventário museológico do MD/Ibram.

MEMÓRIA

OFICINA CONFECÇÃO DE ORATÓRIOS

A Oficina de confecção de oratórios, voltada para o público escolar, aconteceu em fevereiro de 2019, e foi desenvolvida pelo Setor Educativo do MD. Os ministrantes foram a educadora Marcela Fassy e o estagiário Rafael Hordones. A oficina teve como objetivo levar os participantes a desenvolverem um olhar mais atento e observador sobre uma parte importante do acervo da instituição: a coleção de arte sacra e, mais especificamente, os oratórios.
Os alunos puderam observar de perto os estilos característicos da arte Barroca e Rococó e os detalhes e ornamentos que compõem as peças, tais como as volutas, rocalhas, motivos florais, entre outros. Em seguida, participaram de uma atividade de produção artística e apropriação criativa do conteúdo apreendido, confeccionando mini oratórios a partir de material reciclável.
O Setor Educativo do MD promove ações que visam aproximar o visitante do acervo museológico, lançar olhares diversos sobre o mesmo e também usar a criatividade e a arte para proporcionar uma maior apropriação do patrimônio cultural de Diamantina e do Brasil. Por enquanto o Museu está fechado para visitação, devido à pandemia do covid-19, mas continuamos desenvolvendo projetos e ações virtuais. Fique ligado em nossas redes
sociais e, em breve, esperamos reabrir nossas portas para mais oficinas e experiências incríveis no MD!

Fotos: https://museudodiamante.museus.gov.br/galeria-de-fotos/oficina-de-confeccao-de-oratorios/

PESQUISA

Museu do Diamante recebe pesquisadores do Cecor (Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais/UFMG) para levantamento de dados sobre o acervo. Foto: Sandra Farias/2019

Você sabia que um museu não se resume apenas à exposição de longa duração?
A Pesquisa é também uma das funções principais de um museu, regendo praticamente todas as suas atividades.
É ela que confere sentido ao acervo, que cria a base de informação para o público, que formula os conceitos e as proposições das exposições, das ações educativas e de outras atividades de comunicação no museu.
O Museu do Diamante/Ibram atua no desenvolvimento de estudos sobre seu acervo para aprimorar seus discursos e os diálogos com o público, e também no atendimento a pesquisadores. Para tanto recebe em suas dependências pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento para utilizarem de seu acervo como base material de suas pesquisas.

ACERVO

RELICÁRIO PINGENTE
RELICÁRIO PINGENTE

As joias em ouro, prata e pedras preciosas representavam símbolos de poder e ostentação na sociedade colonial no Brasil. Faziam parte dos objetos de valor de família e eram elemento imprescindível nos seus testamentos e inventários. A confecção de joias tinha uma importante produção no século XVIII, apesar da ourivesaria religiosa ser mais significativa que a civil, com objetos luxuosos como relicários, lâmpadas, ostensórios, navetas e coroas. Já objetos de uso pessoal como medalhões pingentes, alfinetes de gravata e abotoaduras foram as peças mais frequentes de encomenda de ourives, e muitas delas estão presentes no acervo do MD. 

A peça acima é um Relicário pingente datado do século XVIII, confeccionado em ouro. Em formato de losango, o relicário possui 8 cm de comprimento por 5cm de largura. A peça tem interior oco com abertura feita através de pino em sistema de rosca. Apresenta duas cenas religiosas dispostas uma em cada lado da caixa, cercadas por emolduramento em gomos, com frisos e volutas estilizadas. Numa das faces, na parte central, ostensório com a inscrição: “IHS” encimada por querubim e cercada por raios de sol. À esquerda da cena, figura masculina, idosa, representando Santo Papa, com cruz e mitra papal na cabeça, está circundada por raios de sol. À direita, representação de Apóstolo segurando cálice com uma das mãos, tendo uma cobra em seu interior. A cena é circundada por frisos e motivos florais. Na outra face do objeto, cena com Cristo Crucificado encimado por pomba do Divino Espírito Santo irradiando raios solares. Cristo ladeado por São João Evangelista e por Madalena, circundados por friso. De acordo com o inventário museológico, o objeto se encontrava no Banco do Brasil em 1990, agência de Diamantina, MG. Há referência de compra da peça do Dr. José Pedro Costa, que foi o primeiro diretor do Museu do Diamante, em 1954.

Fontes: CUNHA, Maria José Assunção da. Iconografia Cristã. Ed. UFOP/ IPAC, Ouro Preto,1993. Pág. 36.  – PESTANA, Til Costa. In Catálogo do Museu do Diamante. Ed. Iphan/ Ministério da Cultura. Pág. 20-21. – Inventário museológico do MD/Ibram

MEMÓRIA

Projeto Museu Extramuros
Projeto Museu Extramuros

O Museu do Diamante/Ibram realizou, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o Projeto Museu Extramuros, que tem como objetivo estreitar as relações entre o Museu e a rede escolar do Município de Diamantina (MG), propiciando um diálogo mais sistemático entre Museu e Escola, e um trabalho mais aprofundado no que concerne ao programa de visitas escolares e ações educativas.
Foram vários encontros realizados ao longo do ano de 2019, em que a historiadora e educadora do MD, Marcela Fassy, promoveu uma capacitação junto a professoras e professores da rede municipal de ensino, nos quais foram abordados vários temas: história e acervo do MD, possibilidades narrativas, possibilidades de parcerias entre museu e escola, entre outros. Os professores participantes do projeto receberam certificado de conclusão da capacitação na cerimônia que ocorreu em novembro de 2019.
Por enquanto o Museu está fechado para visitação, devido à pandemia do covid-19, mas continuamos desenvolvendo projetos e ações virtuais. Fique ligado em nossas redes sociais e, em breve, esperamos reabrir nossas portas para mais encontros e experiências incríveis no MD!

Fotos: https://museudodiamante.museus.gov.br/galeria-de-fotos/projeto-extramuros-2019/

CURIOSIDADES

A Monitora Jaqueline Ribeiro realiza visita mediada junto a alunos do Ensino Fundamental. Foto: Rafael Hordones, 2018.

Os museus geralmente possuem um Setor Educativo que tem por finalidade desenvolver ações diversificadas para públicos distintos, visando a uma maior aproximação entre o acervo e o usuário, e a um melhor aproveitamento dos conteúdos museológicos. O Museu do Diamante/Ibram oferece, além de visitas mediadas pela equipe de educadores, uma série de ações educativas que inclui oficinas sobre diversos temas, rodas de conversa, projetos de capacitação e promoção de apresentações artístico culturais nos diferentes espaços do Museu, para públicos variados.

Fonte: https://museudodiamante.museus.gov.br/museu-do-diamante-2/