Instituto Brasileiro de Museus

Museu do Diamante

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Você sabia?

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publicado: 29/10/2021 20h55, última modificação: 29/10/2021 20h59

ACERVO MD

As joias em ouro, prata e pedras preciosas representavam símbolos de poder e ostentação na sociedade colonial no Brasil. Faziam parte dos objetos de valor de família e eram elemento imprescindível nos seus testamentos e inventários. A confecção de joias tinha uma importante produção no século XVIII, apesar da ourivesaria religiosa ser mais significativa que a civil, com objetos luxuosos como relicários, lâmpadas, ostensórios, navetas e coroas. Já objetos de uso pessoal como medalhões pingentes, alfinetes de gravata e abotoaduras foram as peças mais frequentes de encomenda de ourives, e muitas delas estão presentes no acervo do MD.

A peça acima é um relógio de bolso com chave e estojo, do século XIX, feita em ouro e pedras preciosas. Foi fabricada por Charles Cabrier, relojoeiro londrino. O relógio, com marcador em esmalte branco, contem as horas em algarismos romanos. A máquina está inserida em caixa de ouro com friso que se abre, fixado por dobradiça, e em cujo verso há um orifício com pino para dar corda no relógio. A parte posterior da caixa do relógio contém cena romântica em relevo composta por duas figuras femininas e busto sobre pedestal, além de árvores à esquerda. A cena é cercada por volutas contrapostas e por motivos florais. A chave tem formato de medalhão oval, contendo em uma das faces uma imagem em esmalte com efígie de figura feminina, com o rosto voltado à direita, de cabelos longos, em tom acinzentado, encimados por fita com laço na parte frontal.

É interessante observar os traços da figura de rosto redondo, sobrancelhas pretas bem delineadas, olhos grandes em tom castanho, nariz aquilino e boca em tom vermelho. Tem seu braço esquerdo flexionado com sua mão apoiada sobre o ouvido e traja vestido em tom rosado com renda branca. Na outra face do medalhão da chave, crisólitas nos tons marrom e verde claros compondo motivo floral. De acordo com o inventário museológico, há referência de compra da peça do Dr. José Pedro Costa, que foi o primeiro diretor do Museu do Diamante, em 1954. O objeto foi alvo de roubo no Museu do Diamante em 16 de julho de 1983, sendo restituído em 30/08/1983.

Saiba mais sobre nosso acervo em: https://tainacan.org/blog/casos-de-uso/museu-do-diamante/
Fontes:
PESTANA, Til Costa. In Catálogo do Museu do Diamante. Ed. Iphan/ Ministério da Cultura. Pág. 20-21.
Inventário museológico do MD/Ibram

CURIOSIDADES MD

Você sabia que um museu não se resume apenas à exposição de longa duração?

Além das exposições de longa duração, também chamadas “exposições permanentes”, os museus também realizam exposições temporárias ou de curta duração.

agem: Exposição de curta duração – Grupo de ceramistas Terra Queimada – Foto: Liliane Lopes/2018

O Museu do Diamante/Ibram promove exposições temporárias com peças de seu próprio acervo, acondicionadas em suas reservas técnicas, e também por meio de cessões de espaço a artistas e instituições de Diamantina-MG e do Brasil. As cessões de espaço também funcionam de forma a acolher no espaço do MD apresentações de teatro, música, dança, performance e oficinas. É uma forma de tornar o Museu mais dinâmico e de possibilitar a artistas e instituições a utilização de seus espaços para realização de atividades diversas, promovendo a cultura e a arte, sua fruição nas mais diferentes formas de expressão das identidades e diversidades culturais que se organizam especialmente em Diamantina.

Fonte: https://museudodiamante.museus.gov.br/museu-do-diamante-2/

MEMÓRIA MD

O Museu do Diamante possui um lindo quintal, que é também a maior área verde situada no centro histórico de Diamantina/MG. Para além do acervo museológico, a instituição também procura explorar este espaço e desenvolver ações de educação socioambiental.

Foto: https://museudodiamante.museus.gov.br/galeria-de-fotos/distribuicao-de-mudas/

Na 13ª Primavera dos Museus (2019), em parceria com a Sociedade Orquidófila Diamantinense, foi realizada uma distribuição gratuita de mudas de variadas espécies. Essa ação socioambiental teve por finalidade estimular o cultivo de diferentes espécies de plantas pelos moradores da cidade e contou também com um bate papo sobre biodiversidade e importância da preservação do patrimônio natural.

ACERVO MD

O Museu apresenta uma expressiva coleção de mobiliário, mas pelo fato de este ser comumente utilizado como suporte para outras peças do acervo, acaba muitas vezes passando desapercebido pelo visitante.

A habitação popular e a dos mais abastados no antigo Arraial do Tijuco, ao longo do século XVIII e primeira metade do século XIX, não teve significativas mudanças. O interior das casas era sóbrio e apenas com o mobiliário essencial, como relatou o viajante Saint Hilaire: “Quanto aos móveis eram sempre em pequeno número, sendo em geral tamboretes cobertos de couro cru, cadeiras de espaldar, bancos e mesas”. A partir da segunda metade do século XIX, as habitações das classes mais ricas aperfeiçoaram os seus interiores em espaço, mobiliário e conforto. Os sobrados passaram a apresentar maior número de aberturas para o exterior, permitindo assim maior claridade e melhor arejamento. Também a divisão interna passou a atender às necessidades funcionais. O número de móveis aumentou, importando-se peças variadas e também se fabricando maior quantidade e variedade. Em fins do século XIX, um interior abastado já tinha uma separação nítida entre os aposentos, cada qual com seu conjunto especializado de peças de mobiliário e de objetos decorativos. Os móveis e a decoração passaram a conhecer mais modas e estilos do que anteriormente. A peça acima é uma mesa de encostar confeccionada em jacarandá, datada do século XVIII e com influência do estilo Dom João V. Apresenta tampo liso, de formato retangular, emoldurado por frisos, e possui gaveta com espelho de fechadura em bronze ornado por guirlanda de flores. A peça é sustentada sobre quatro pernas com joelheiras em curvas e contracurvas, apresentando um trabalho de entalhe em madeira característico do período. As mesas de encostar geralmente possuem três faces decoradas e são retas na parte de trás, para ser postas de encontro à parede.

Fontes:
1 – MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alli. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Ed. Nova Fronteira, 1999. Pág. 245-246.
2- PESTANA, Til Costa. In Catálogo do Museu do Diamante. Ed. Iphan/ Ministério da Cultura. Pág.55.
3 – Inventário museológico do MD/Ibram

Saiba mais sobre nosso acervo em: https://tainacan.org/blog/casos-de-uso/museu-do-diamante/

museudodiamanteFontes:
1 – MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alli. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Ed. Nova Fronteira, 1999. Pág. 245-246.
2- PESTANA, Til Costa. In Catálogo do Museu do Diamante. Ed. Iphan/ Ministério da Cultura. Pág.55.
3 – Inventário museológico do MD/Ibram
🖥️ Saiba mais sobre nosso acervo em: https://tainacan.org/blog/casos-de-uso/museu-do-diamante/